Pinturas de mato, quintal e jardim

Durante a pandemia, o meu respiro da exaustão  e das horas de  confinamento no espaço das telas,  foi o quintal de casa, os jardins e matos da vizinhança. Nas  caminhadas da manhã e da noite, eu observava as brotações, o caos da vida vegetal  em meios aos cultivos mais domesticados,  anotava todas as pequenas transformações e acontecimentos verdes ao redor. 

As pinturas dessa série são uma espécie de extensão pictórica  destes rituais cotidianos de contemplação. A  entrega a esse deleite sensorial balsâmico e curativo, a essa transfusão de vitalidade vegetal, floi  alargada no processo de pintar e se tornou um modo de sobrevivência desde aqueles anos.

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